quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Codigo de Amor do Seculo XII

1
A alegaçao de casamento nao e desculpa legitima contra o amor.
2
Quem nao sabe calar, nao sabe amar.
3
Ninguem pode se dar a dois amores.
4
O amor sempre pode aumentar ou diminuir.
5
Nao ha sabor no que o amante toma a força do outro amante.
6
So em plena puberdade o macho ama plenamente.
7
Prescreve-se a um dos amantes, a morte do outro, uma viuvez de dois anos.
8
Ninguem, sem haver uma razao mais que suficiente, deve ser privado de seu direito em amor.
9
Ninguem pode amar se nao e levado pela persuasao de amor (pela esperança de ser amado)
10
O amor e geralmente expulso de casa pela avareza.
11
Nao convem amar a quem se teria vergonha de desejar em matrimonio.
12
O amor verdadeiro so deseja caricias de quem se ama.
13
Amor divulgado raramente dura.
14
O sucesso muito facil logo tira o encanto do amor: os obstaculos dao-lhe valor.
15
Todo aquele que ama empalidece ao ver a pessoa amada.
16
A visao imprevista da pessoa amada, treme-se.
17
Um novo amor expulsa o anterior.
18
So o merito nos torna dignos do amor.
19
O amor que se extingue logo cai rapidamente e raramente se anima.
20
O apaixonado sempre teme.
21
Pelo ciume verdadeiro, a afeiçao de amor sempre aumenta.
22
Das suspeitas e ciumes derivados do amor, aumenta a sua afeiçao.
23
Menos dorme e menos come quem abriga pensamentos de amor.
24
Toda açao do amante termina em pensar na pessoa amada.
25
O amor verdadeiro so julga bom o que sabe agradar a pessoa amada.
26
O amor nada pode recusar ao amor.
27
O amante nao pode ficar saciado com o gozo da pessoa amada.
28
Uma fragil presunçao leva o amante a ter sinistras suspeitas da pessoa amada.
29
Em excesso, o habito dos prazeres impede o nascimento do amor.
30
Uma pessoa que ama e assiduamente e sem interrupçoes ocupada pela imagem da pessoa amada.
31
Nada impede que uma mulher seja amada por dois homens, e um homem, por duas mulheres.

domingo, 11 de agosto de 2013

Francisco Eugênio dos Santos Tavares/Nóslen Salem - Antologia Pornográfica

Francisco Eugênio dos Santos Tavares (1913-1963)

Antônio Botto

Tenho preguiça e sono,
A alma e o corpo nu,
Tenho fobia de cono,
Ai quem me dera um fanchono
Que me quisesse ir ao cu!
Tenho preguiça e sono, 
A alma e o corpo nu.

Tenho sono e preguiça,
Sou um homossexual,
Em mim o prazer se atiça
Ao ver a potente pica
De um plebeu rude, brutal...
Tenho sono e preguiça,
Sou um homossexual.

Tenho haréns, tenho serralhos
De másculas mariposas,
Tenho seiscentos caralhos,
Uns rijos quais férreos malhos,
Outros macios como rosas. 
Tenho haréns, tenho serralhos
De másculas mariposas.

Tenho o corpo enlanguescido
Por volúpias siderais.
Tenho o cu prostituído
Por mangalhos bestiais.
Tenho o corpo enlanguescido
Por volúpias siderais.

Levai nos vossos traseiros,
Poetas da nossa terra!
Marsapos são os braseiros
Do amor. E, paneleiros,
Vereis o que o gozo encerra.
Levai nos vossos traseiros,
Poetas da nossa terra!

Nóslen Salem (1991-)

Felação

Tenho preguiça e languidez
Tédio, solidão e depressão
A alma e o corpo nu
Fobia de lugares estreitos
Ai quem me dera uma predadora
Que me quisesse ir ao Falo!
Tenho preguiça e languidez
Tédio, solidão e depressão
A alma e o corpo nu

Tenho languidez e preguiça
Sou um bissexual
Em mim o prazer se atiça
Ao ver uma xota de lábios lindos;
Uma bunda malhada
Tenho languidez e preguiça
Sou um bissexual

Não tenho harens
Não tenho bucetas
Não tenho harens
Não tenho bucetas

Tenho um corpo magro e branco
Tenho o cu inviolado
E o pau rijo
Tenho um corpo magro e branco
Tenho o cu inviolado

Levai chupadas no vosso pau
Politizados da nossa Terra!
Marsapos são os excitadores
Das xotas. E, bucetas,
Vereis que molhada fica.
Levai chupadas no vosso pau

Politizados da nossa Terra!