domingo, 22 de setembro de 2013

Tipos de Raciocínio

É mais ou menos consensual entre os filósofos que nossas maneiras de raciocinar são cinco:

(a) partimos de experiências parecidas e repetidas, e elaboramos uma conclusão geral. Por exemplo, depois de ver que várias porções de água fervem a 100°C, fazemos uma frase geral, dizendo que "Toda porção de água ferve a 100°C". Às vezes, já com certa experiência no uso de uma conclusão geral, prevemos que casos particulares vão ocorrer. Por exemplo: "Como sabemos que chove quando há nuvens carregadas, concluo que irá chover, porque estou vendo nuvens carregadas". A esse tipo de procedimento raciocinativo chamamos INDUÇÃO;
(b) outras vezes, partimos de certos dados já conhecidos e tiramos as consequências que estão implícitas neles. Por exemplo, ao dizer a frase "Todos os seres humanos são mortais" e ao acrescentar "Sócrates é um ser humano", não precisamos fazer grandes esforços para ver que o nome "Sócrates" estava incluído no sujeito da primeira frase. A esse procedimento raciocinativo em que incluímos dados particulares num princípio geral chamamos DEDUÇÃO;
(c) outras vezes, ainda, guiando-nos pela sensibilidade para com certos sinais aparentemente não relacionados, chegamos a conclusões que fazem sentido, por exemplo, como age um detetive ou como age o cientista no momento em que cria novas hipóteses indutivas. A esse procedimento chamamos ABDUÇÃO;
(d) podemos, ainda, estabelecer comparações explicativas entre situações distintas e raciocinar, então, por analogia. Por exemplo, dizemos que, "assim como um ser humano tem boa saúde quando se alimenta bem, esses alimentos também devem ser saudáveis". A rigor, "saúde" e "doença" são termos atribuídos a seres humanos, mas, como os alimentos causam a saúde do ser humano, dizemos, por analogia, que eles também são saudáveis. A essa maneira de raciocinar chamamos ANALOGIA;
(e) algumas vezes, ainda, quando não somos conhecedores de determinado assunto, confiamos na palavra de quem conhece esse assunto. Isso ocorre, por exemplo, quando confiamos na palavra de um médico, de um cientista etc. A esse procedimento argumentativo chamamos ARGUMENTO DE AUTORIDADE.

RACIOCÍNIO :
Indução
Dedução
Abdução
Analogia
Argumento de autoridade

FILHO, Juvenal Savian. Argumentação: a ferramenta do filosofar. Coleção Filosofias: o prazer do pensar. WMFMartinsFontes, São Paulo, 2011.

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