quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Renúncia de Jânio Quadros

Memória Histórica
Ao contrário do quê supõe a memória histórica popular que, insiste em dizer, e também acreditar, no discurso do presidente Jânio que, a razão para sua renúncia tenha sido motivada por "forças estranhas", uma confissão sua feita em livros diz o contrário. O aprendiz de ditador respondia aos seus próprios interesses quando da renúncia, tentando forçar uma intervenção militar, o que podemos confirmar nesta passagem da coleção "História do Povo Brasileiro" em 6 volumes, escrito em parceria com Afonso Arinos de Melo Franco:

"Primeiro, operar-se-ia a renúncia; segundo, abrir-se-ia o vazio sucessório - visto que a João Goulart [...] não permitiriam as forças militares a posse, e, destarte, ficaria o país acéfalo; terceiro, ou bem se passaria a uma fórmula, em consequência da qual ele mesmo emergisse como primeiro mandatário, mas já dentro de novo regime institucional, ou bem, sem ele, as forças armadas se encarregariam de montar esse novo regime [...]".

A tentativa fracassada de golpe encontrou na brava resistência dos governadores Leonel Brizola no Rio Grande do Sul, Mauro Borges em Goiânia e Miguel Arraes em Pernambuco, que se juntaram em volta da Rede (ou Campanha) da Legalidade, um entrave. O que é relatado com riqueza de detalhes no livro 
"1961 - O Golpe Derrotado" do jornalista Flávio Tavares.

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