domingo, 28 de dezembro de 2014

Eleições em Cuba: dados que o mundo não deve conhecer para que não possa comparar



















08 de Fevereiro de 2013 - Acabam de celebrar-se eleições em Cuba. E resulta curioso que, em um país apresentado nos meios de comunicação de todo o mundo como um "estado totalitário", tenham participado nelas 90% da população, sem que o voto - ao contrário de alguns países da região - seja obrigatório.

Desta feita, nenhuma cobertura internacional narra o acontecimento algum de intimidação ou ameaça contra pessoas que decidiram não comparecer para votar.

A chamada "dissidência" cubana - caracterizada nos meios de comunicação como oposição política -  propunha como fórmula de protesto contra estas eleições a abstenção, o voto nulo ou o voto em branco. Mas, apesar de todos seus esforços, a soma total de todas as modalidades de boicote não superou os 16% por cento.

No entanto, a mensagem comum da grande imprensa internacional sobre estas eleições coincide com o desta "dissidência" que apenas mobiliza seguidores. Para ambos, as eleições cubanas são um mero formalismo.

Para demonstrar a suposta falta de legitimidade das eleições cubanas, alguns meios difundiram diversas falsidades sobre seus procedimentos. Por exemplo, que as candidaturas são propostas pelo Partido Comunista. A agência britânica Reuters afirmava que "a lista de 612 deputados (foi) selecionada pelo Partido Comunista para a Assembléia Nacional". A Cadeia Ser, radio do grupo espanhol PRISA, dizia que "o Partido Comunista Cubano (PCC) ocupa todos os postos relevantes nas diferentes instituições". Nada disso é certo. O Partido Comunista de Cuba não intervém no processo eleitoral, que se realiza em duas fases: a primeira, realizada em outubro do ano passado foi a dos comícios municipais. Ali, qualquer um, no seu bairro, pode postular uma pessoa da sua vizinhança ou postular-se como candidata, seja militante do Partido ou não. Também o podem fazer os chamados "dissidentes" que, em raríssimas ocasiões em que participaram, jamais foram eleitos nas assembléias de base.

Este direito que tem a população cubana a participar diretamente na composição de candidaturas é algo desconhecido na maior parte das supostas "democracias" ocidentais.

Em uma segunda fase, a realizada este domingo passado (02 de Fevereiro de 2013), a população votava pelos seus representantes e para a Assembleia Nacional ou parlamento. Na lista de candidaturas para este parlamento, se incluía uns 50% de delegados ou delegadas de bairro que foram eleitos pela população na primeira fase municipal. Por isso, se algum "dissidente" tivesse sido eleito desde a base, teria opção de chegar ao parlamento.

Mas existem outros dados e detalhes que os meios de comunicação preferem não contar, porque contrastam com a realidade das "democracias standard". Por exemplo, que o parlamento conseguiu a paridade entre homens e mulheres sem necessidade de cotas por lei; que a idade média é de 48 anos, e que os jovens menores de 25 anos são 18% da Assembléia, algo que destrói o mito da "gerontocracia" cubana; que a população negra o mestiça ocupa 37% das cadeiras; ou que o parlamento - distante do elitismo de outros países - acolhe um completo arco iris social de artistas, líderes religiosos, campesinos, estudantes ou trabalhadores metalúrgicos, que não cobram salário algum por seu trabalho parlamentar.

Para entender o modelo eleitoral de Cuba, e não aplicar comparações mecânicas com o vigente em outras sociedades, é necessário ter em conta um dos elementos chaves: um, a composição social-classista do país, radicalmente distinta a de polarizadas sociedades capitalistas do seu entorno; e dois, a guerra e o bloqueio econômico impostos ao país pela maior potência do mundo, elemento condicionante número um para a possível ampliação de espaços políticos e sociais na Ilha.

Mas parece que aos meios internacionais resulta menos incômodo julgar a democracia cubana aplicando os velhos cânones da desgastada democracia burguesa.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Venezuela - GNB apreendeu 72 toneladas de leite destinadas ao contrabando em Trujillo

Efetivos da Zona Operativa de Defesa Integral (ZODI) em Zulia interceptaram este sábado quatro caminhões que transportavam 48.000 litros de azeite de dendê com destino a Colombia

Por inconsistências na documentação, 72 toneladas de leite foram apreendidas este domingo pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB) no estado Trujillo, como parte do Plano de Luta contra o Contrabando, ativo em todo o país desde agosto passado para frear este delito, informou o ministro para Defesa, Vladimir Padrino López.

Através de sua conta na rede social Twitter, @vladimirpadrino, também indico que a frente de luta contra o contrabando da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), extraiu da Lagoa de Sinamaica, em Zulia, 1.310 sementes e 288.000 litros combustível, que seriam extraído de forma ilegal até a Colombia.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Plano contra o contrabando apreendeu o equivalente a dois meses de abastecimento nacional


O Plano de Choque contra o contrabando, ativado pelo governo nacional desde agosto, apreendeu até está data uma quantidade equivalente para abastecer de produtos da cesta básica a todo o povo venezuelano por um período de dois meses, destacou esta quarta o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Desde o estado Barinas, onde se realiza um ato em comemoração aos 155 anos da Batalha de Santa Inés, executada pelas forças federais comandadas por Ezequiel Zamora, Maduro expressou: “Nós apreendemos alimentos para abastecer o país por dois meses, pelo menos. Quer dizer que rompem (as máfias) a cadeia logística de abastecimento com o contrabando e retiram ganhos”.
Acrescentou que um desses ganhos é monetário, enquanto que a outra é “buscar um dano político e irritar ao povo até que colapse a Revolução”.
O chefe de estado reconheceu o trabalho da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na luta contra o contrabando, a qual “esteve em toda grande fronteira batalhando e viu o rosto das máfias criminais do contrabando”.
Destacou que junto a luta contra o monopólio e a especulação, o governo nacional também impulsionou os níveis de produção de alimentos “para que no falte comida ao nosso povo”.
Assim mesmo, manifestou que a Revolução Bolivariana estima acabar com as máfias do contrabando de alimentos em 2015. “Vamos fazê-lo, temos que fazê-lo”, enfatizou Maduro.
O Plano de Choque contra o contrabando foi uma decisão tomada depois de uma reunião bilateral realizada 1º de agosto na cidade de Cartagena, Colômbia, entre os presidentes Nicolás Maduro e Juan Manuel Santos, na qual coincidiram na necessidade de combater o contrabando que afeta ambas as nações.

A este esforço se somaram várias operações desenvolvidas pela Força Armada Nacional Bolivariana, trabalho que se estendeu pelos mais de 4.500 quilômetros da fronteira da Venezuela com Colômbia, Brasil e Guiana, com especial atenção aos 2.219 quilômetros de território entre Venezuela y Colômbia.